Hallo!

Cá estou eu novamente com mais algumas notícias desse Eintauchen na língua e cultura alemã. Se teve uma semana que foi cheia até agora, pode apostar que foi essa!

Primeiro começamos com um teste das nossas capacidades logo na segunda-feira. Deu pra perceber que os testes daqui são muito parecidos também com os testes do Goethe-Zentrum Brasília (já falo de mais semelhanças!). O principal é que, apesar de não trazer nenhuma novidade ou pegadinha, são testes densos, que exigem bastante atenção e conhecimento estruturado da língua.

Como as outras línguas, mas às vezes um pouco mais, o alemão é uma língua da repetição. Eu como aluno sinto que chega um ponto em que já tenho habilidades para falar várias coisas corretamente, mas ainda é preciso pisar no freio nas construções, nas posições de verbos, declinações e por aí vai. O que acaba demandando mais estudo.

Semelhanças e Diferenças

E aí chegamos numa parte interessante: com duas semanas de aula já dá pra ter uma noção melhor de quais pontos são muito parecidos entre ambas as escolas e onde diferimos um pouco: Eu começo a ver essa experiência como uma „ação continuada“. Chega uma hora em que faz todo sentido para o estudante de alemão visitar uma cidade alemã e praticar seus conhecimentos in loco. Ou como eles dizem – an Ort und Stelle.

Infra-estrutura

Salvo as óbvias diferenças de arquitetura de ambas as cidades, estudar aqui é como estar em Brasília. As salas têm os mesmos tamanhos, mesmo número de alunos, mesmo quadro „mágico“ e até as mesmas mesas. Confesso que apesar disso parecer algo menor, me ajudou a entrar logo no ritmo, porque não houve etapa de adaptação com o lugar. Salvo que na Alemanha a água da torneira é potável, então você não encontra bebedouros nos corredores. Deve trazer sua garrafa e enchê-la sempre que precisar.

Estrutura da Aula

As aulas são muito parecidas, num ciclo de aula você tem várias atividades acontecendo, muitas delas interativas, muitos exercícios. Dá pra sentir um peso maior da carga de exercícios porque ao invés de 3h por semana, aqui eu faço 22,5h por semana. LOGO, há muito mais exercício por dia para fazer. Mas consequentemente não dá tempo de guardar dúvidas, e eu me vejo forçado a tirar todas as dúvidas na hora, o que vem melhorando consideravelmente meu desempenho falando e escrevendo.

Atividades

Agora uma diferença maior que tenho experimentado são os passeios. Obviamente é um ponto intransferível do fato de eu estar na Alemanha, já que qualquer passeio que fizermos vai nos levar a algum lugar onde só se fala alemão.

Nosso professor juntando turmas e dando uma explicação de como deveria ser nossa "exploração" no Weihnachtsmarkt Lucia. Esse povo aí não parece, mas lá na hora ficou bem competitivo para encontrar as respostas do Quiz!

Nosso professor juntando turmas e dando uma explicação de como deveria ser nossa „exploração“ no Weihnachtsmarkt Lucia.
Esse povo aí não parece, mas lá na hora ficou bem competitivo para encontrar as respostas do Quiz!

A atividade que fizemos nessa semana foi visitar um Weihnachtsmarkt (desses que mostrei semana passada), interagir com os vendedores e coletar algumas informações essenciais sobre os produtos. Esse que visitamos, o Lucia Weihnachtsmarkt é um dos mais bonitos que vi até agora. Se você quiser saber mais, pode ler sobre ele aqui.

Não preciso nem dizer que a galera lá na hora (incluindo eu) soltou o alemão sem constrangimentos. Foi bem maneiro!

E um passeiozinho maneiro pela Montanha do Diabo

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Para refrescar a cabeça da pesada semana, fui com meus anfitriões dar um passeio pelo Teufelsberg – um ponto turístico alternativo da cidade.

Teufelsberg (ou montanha do diabo) foi feito a partir de um aterramento de uma antiga escola nazista, que os aliados tentaram mas não conseguiram implodir, tamanha sua resistência. Então decidiram soterrá-la, portanto o ponto mais alto de Berlim não é uma estrutura da natureza, mas sim „feito a mão“ pelos aliados.

Durante a guerra fria foi usado pela NASA como observatório das atividades soviéticas, mas hoje suas ruínas ganharam um ar „cult“, com vários grafites que criam uma atmosfera em torno dos temas de guerra e da presença americana no país. Você pode ler mais e saber como visitá-lo aqui e aqui.

O passeio foi fantástico, apesar do clima enevoado de hoje. Você pode ver mais fotos no fim do post. Primeiro porque tem tudo a ver com o tipo de passeio que eu curto: caminhar a pé, conhecer os pontos públicos de uma cidade, ver outras pessoas interagindo com eles e etc.

Depois mostra uma faceta de Berlin que se contrapõe um pouco à grandiosidade dos prédios modernos, religiosos e neoclássicos, que falam muito da abundância do país em tempos passados, ou dos tours guiados sobre as guerras, que são maravilhosos mas às vezes muito formais. Berlin é uma cidade que realmente tem de tudo.

Deu até pra ver um guia, que era sargento americano do tempo da guerra-fria, fazendo uma visita guiada com uma série de pessoas, também deu pra subir lá no topo, numa câmara acústica onde rolam uns efeitos de reflexão de som bem estranhos, como você pode ver no vídeo abaixo.

Viajando e estudando

A cada dia fico mais convencido de que, para quem estuda uma língua, é fundamental viajar para conhecer o país e falar a língua diariamente, testar os conhecimentos, as entonações, conhecer os detalhes.

Principalmente porque nunca é uma viagem apenas de estudo, você vai esbarrar em coisas interessantes da história e dos costumes do país, e isso com certeza torna a experiência ainda mais enriquecedora.

É isso pessoal!

Até a próxima!