Hallo, Leute 🙂

Hoje o texto é dedicado aos alunos que vão fazer provas de proficiência e provas em geral … sempre dou essa dica aos meus alunos (nem sempre eles me escutam), vamos ver se ajuda alguém ; )

Existe toda uma discussão nos bastidores educacionais sobre a função das provas, para que elas servem (ou se elas servem para alguma coisa …)

Lembrando que nosso blog é pra ser descontraído, e tem gente que faz tese de doutorado com esse tema, vou dar minha singela opinião e algumas dicas.

Botando o elefante branco na frente do tema: eu acho que provas são muito importantes, acho que quem estuda línguas deve fazer provas de proficiência de tempos em tempos, acho que temos mais a ganhar do que a perder com as provas.

Para que serve uma prova:

  • Para organizar os estudos, revisar o conteúdo, rever estruturas, ver que as estruturas que você aprendeu em sala podem ter diversas aplicações na sua vida real.
  • Para ver pontos que ainda precisam de atenção e trabalho – se sua nota foi baixa, isto significa apenas que você não absorveu algum conteúdo ou compreendeu de forma equivocada uma estrutura ou outra. ISSO NÃO É RAZÃO PARA DESISTIR! Gosto de pensar que as notas baixas são uma chance para melhorarmos.
  • Para seu professor ver o que foi absorvido ou não pelo grupo e assim poder focar mais em alguns temas.

Fazer prova não é agradável, para ninguém, ser testado e não saber o resultado antes do teste (já pensou que maravilha seria se a gente fizesse a prova já sabendo a nota que ia tirar?) é sempre angustiante, mas todo mundo sobrevive, e quer saber o que mais? Quando você está na Alemanha e uma pessoa vier falar com você, também vai dar frio na barriga por um tempo, se você quiser estudar por lá e for fazer inscrição, também vai ficar nervoso, né?!

Então é melhor treinar aos poucos, em um lugar seguro onde as consequências não são lá tão grandes.

Prova pra mim é que nem fase de videogame – se você não fizer alguns passos, coletar uns objetos, derrotar uns monstros, não passa pra próxima fase. E aí faz de novo, melhora, fica mais rápido, coleta mais coisas, e quando menos esperar, já zerou o jogo.

Estudar é sempre assim, tem as fases mais difíceis, tem que pegar dicas com os amigos, tentar entender o que não tá dando certo e repetir o que deu certo.

Prova não serve para ficar se martirizando sobre o que deveria ter feito (porque no mundo ideal a gente é a Mulher Maravilha – por sinal, vejam o filme!), não serve para ficar em pânico se xingando de tudo, não serve para se sentir pequeno. É apenas uma medida para ver em que pé as coisas estão.

Para estudar para uma prova:

  • Veja os objetivos das lições (aprender a pedir no restaurante, a perguntar sobre a semana, a fazer um convite e responder apropriadamente ao convite, etc.)
  • Veja as estruturas que você precisa para alcançar os objetivos
  • Pegue exemplos de frases boas no livro – não queiram ser criativos demais aqui, os livros servem para mostrar “como a gente fala na Alemanha”. Você pode até achar que a frase da sua cabeça é mais bonita, mas ninguém fala assim. Pense que essas frases são uma ferramenta. Saber pedir uma cerveja em alemão é como ter um martelo. Você pode adorar sua expressão “chave de fenda”, mas há momentos em que só um martelo resolve.

E por último, façam a prova com o conhecimento que vocês têm. Prova não é hora para ser muito criativo, nem querer falar o que você não aprendeu. Não se trata aqui de cortar a imaginação de ninguém, mas de fazer com que a prova seja eficaz no objetivo dela: mostrar o que você sabe, o que aprendeu, o que registrou. Não é hora para você mostrar o que não sabe, o que gostaria muito de falar, mas só vai aprender daqui a um ano.

Lembrando as dicas de estratégia de aprendizagem (não leu o post? Clique aqui) : Simples é sempre mais elegante.

Beijos e até breve!
Teresa